MULHERES NA POLÍTICA
Meu nome é Larissa e, antes de ser advogada, eu sou uma mulher apaixonada por política.
Nos últimos tempos, com toda a exposição da realidade vivida pela Venezuela, um tema voltou com força ao debate público: a democracia. Mas afinal, por que ela é tão importante? E mais do que isso: por que nós, mulheres, precisamos ocupar esse debate?
O objetivo destes textos é justamente esse: explicar a política de forma simples, sem juridiquês, sem complicação, e principalmente trazer mais mulheres para esse espaço.
Hoje, o Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação feminina no parlamento. Esse número não é apenas um dado — ele explica muita coisa sobre as decisões que afetam nossas vidas. E a pergunta que fica é: vamos continuar aceitando essa realidade ou vamos transformá-la?
Por que a democracia importa tanto?
Agora, imagine acordar um dia e descobrir que existe apenas um único poder.
Um governante que decide tudo sozinho: o que você pode fazer, o que não pode, como deve viver — e até se pode escolher ter filhos, animais ou decidir sobre a própria vida.
Quando pensamos nesse cenário, percebemos como a democracia é essencial. Ela não é só um conceito bonito ou um termo político: é o que garante liberdade, escolha e participação. Mas democracia não é algo automático — ela só funciona quando é exercida de forma consciente e ativa.
E quando falamos de violência contra a mulher?
Aqui entramos em um tema delicado, mas urgente: a violência doméstica.
Com um número tão baixo de mulheres nas casas legislativas, precisamos nos perguntar com honestidade:
👉 Estamos sendo verdadeiramente representadas?
👉 Nossas dores, medos e vivências estão sendo ouvidos?
É por isso que a presença feminina na política não é detalhe — é necessidade. E felizmente, existem mulheres no Congresso que têm se levantado para transformar essa realidade.
PL 116/2020 — Violência eletrônica
Um exemplo importante é o Projeto de Lei nº 116/2020, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF).
O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e propõe a atualização da Lei Maria da Penha para incluir, de forma expressa, a violência cometida por meios eletrônicos.
Na prática, isso significa reconhecer que violências psicológica, sexual, patrimonial e moral também podem acontecer por meio de:
- redes sociais
- aplicativos
- mensagens de celular
Com essa atualização, as vítimas passam a ter acesso a medidas protetivas e à investigação dos crimes, mesmo quando a agressão acontece no ambiente digital.
Como afirmou a própria senadora:
“A Lei Maria da Penha precisa ser atualizada para deixar claro que as formas de violência contra a mulher podem ser praticadas por diversos meios, inclusive os eletrônicos. Estamos atentas para promover as mudanças que garantam às vítimas o direito de se defender de todas as formas de agressão.”
A senadora Leila Barros é um exemplo interessante de mulher que saiu de um universo — o esporte — e foi para o coração da política brasileira. Nascida em Taguatinga, no Distrito Federal, Leila ficou famosa como jogadora de vôlei, conquistando medalhas olímpicas e sendo uma das grandes atletas da seleção brasileira antes de entrar na vida pública. Em 2018, ela se tornou a primeira mulher eleita senadora pelo Distrito Federal, quebrando uma barreira importante num cenário em que ainda há poucas representações femininas no Congresso. Wikipedia+1No Senado, Leila tem se envolvido em pautas que impactam diretamente a vida das mulheres e da sociedade — como projetos que fortalecem a proteção à mulher, inkluindo a atualização da Lei Maria da Penha para contemplar novas formas de violência, e também tem liderado iniciativas junto à Bancada Feminina, defendendo direitos e debatendo problemas como o aumento dos feminicídios no Brasil. Senado Federal+1
Esse histórico mostra que quando mulheres ocupam cargos de poder, elas muitas vezes trazem para o centro da discussão temas que antes eram negligenciados — e isso é crucial para uma democracia mais representativa e justa.
Por que isso importa para nós?
Porque quando mulheres ocupam espaços de poder, temas que antes eram ignorados passam a ser prioridade.
Porque violência digital também é violência real.
E porque democracia sem mulheres não é democracia completa.
Este espaço existe para isso: informar, conscientizar e convidar mais mulheres a entender, questionar e participar da política. Sem medo. Sem complicação. Sem silêncio.